Desde o primeiro momento em que moléculas se juntaram para criar a primeira célula, a primeira unidade de vida, foi criado, também, o instinto, um conjunto de autodefesa, visando a perpetuação da vida.
O instinto se instalou como um “conhecimento prévio” de que a vida se iniciava para não mais se extinguir. A partir de então, todos os seres estavam aparelhados, de maneira inata, para se defenderem, se reproduzirem e se alimentarem.
A força do instinto de cada espécie foi responsável pela sua evolução. Nossa espécie, ela a trouxe até o lugar de destaque ocupado hoje pelo homem na escala do reino animal.
Somos o resultado máximo do desenvolvimento da vida na Terra, graças às forças dos nossos instintos que nos propiciaram o desenvolvimento da inteligência.
Instintivamente, também, temos consciência da nossa capacidade de nos tornarmos imortais. Lutamos para isso com todas as nossas forças, procurando vencer os obstáculos que se opõe àquele objetivo, porque a imortalidade não “cai do céu”, tem que ser conquistada. Para ampliarmos ao máximo nossas chances de imortalidade, o caminho é a reprodução.
Quanto mais descendentes aptos, maior a chance de êxito, maior a probabilidade de sermos imortais. Desde há mais de dois bilhões de anos, quando o sexo passou a ser o melhor meio de reproduzir e aperfeiçoar os seres vivos, houve grande impulso no processo evolutivo. As espécies que se engajaram com maior entusiasmo na reprodução sexual, foram as mais exituosas.
A instintiva disposição para a acasalamento é um dos caminhos naturais de premiação dos mais aptos e, muitas vezes, são travadas lutas mortais na conquista de um parceiro. Na maioria das espécies, coube ao macho o papel de conquistador. A saúde, a força, a inteligência, a coragem e a belicosidade são as virtudes preponderantes nos machos vencedores. Instintivamente, na busca da própria perpetuação, procuram por todas as formas semear seus genes pela Natureza.
Sem saberem porque, movidos apenas pelo instinto, protegem as crias com risco da própria vida. Quando isso acontece entre nós, os “pais heróis” são objeto de admiração e orgulho. Na verdade não têm direito a nenhum reconhecimento extra; praticam somente aquilo que lhes dá prazer, agem ao impulso dos instintos.
Observa-se, assim, que quanto mais estivermos aptos a produzir seres vencedores, tanto mais probabilidades teremos de conquistar a imortalidade.
Dias virão, porém, em que a inteligência superará o instinto e a engenharia genética substituirá e/ou aperfeiçoará o sexo, na reprodução de seres humanos.
Nossa evolução estará em nossas mãos e a criação de uma raça humana cada vez mais forte, saudável e inteligente continuará a ser o objetivo, então sob a nossa responsabilidade direta.
O conhecimento de que, para sermos imortais, necessitamos participar ativamente no processo evolutivo fará com que a disputa pela reprodução, através das gerações, seja cada vez mais acirrada.
Todavia, não é possível prever o rumo dos acontecimentos, pois, hoje, o número de incógnitas envolvendo a questão, está muito além da nossa capacidade de equacioná-las.
De qualquer forma, durante muito tempo ainda, o interesse em semear os próprios genes tornar-se-á mais intenso e, cada vez mais, os mais aptos alcançarão o objetivo, porque este é o propósito da Natureza.
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sábado, 5 de julho de 2014
2 - INSTINTO E INTELIGÊNCIA
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