Desde o primeiro momento em que moléculas se juntaram para criar a primeira célula, a primeira unidade de vida, foi criado, também, o instinto, um conjunto de autodefesa, visando a perpetuação da vida.
O instinto se instalou como um “conhecimento prévio” de que a vida se iniciava para não mais se extinguir. A partir de então, todos os seres estavam aparelhados, de maneira inata, para se defenderem, se reproduzirem e se alimentarem.
A força do instinto de cada espécie foi responsável pela sua evolução. Nossa espécie, ela a trouxe até o lugar de destaque ocupado hoje pelo homem na escala do reino animal.
Somos o resultado máximo do desenvolvimento da vida na Terra, graças às forças dos nossos instintos que nos propiciaram o desenvolvimento da inteligência.
Instintivamente, também, temos consciência da nossa capacidade de nos tornarmos imortais. Lutamos para isso com todas as nossas forças, procurando vencer os obstáculos que se opõe àquele objetivo, porque a imortalidade não “cai do céu”, tem que ser conquistada. Para ampliarmos ao máximo nossas chances de imortalidade, o caminho é a reprodução.
Quanto mais descendentes aptos, maior a chance de êxito, maior a probabilidade de sermos imortais. Desde há mais de dois bilhões de anos, quando o sexo passou a ser o melhor meio de reproduzir e aperfeiçoar os seres vivos, houve grande impulso no processo evolutivo. As espécies que se engajaram com maior entusiasmo na reprodução sexual, foram as mais exituosas.
A instintiva disposição para a acasalamento é um dos caminhos naturais de premiação dos mais aptos e, muitas vezes, são travadas lutas mortais na conquista de um parceiro. Na maioria das espécies, coube ao macho o papel de conquistador. A saúde, a força, a inteligência, a coragem e a belicosidade são as virtudes preponderantes nos machos vencedores. Instintivamente, na busca da própria perpetuação, procuram por todas as formas semear seus genes pela Natureza.
Sem saberem porque, movidos apenas pelo instinto, protegem as crias com risco da própria vida. Quando isso acontece entre nós, os “pais heróis” são objeto de admiração e orgulho. Na verdade não têm direito a nenhum reconhecimento extra; praticam somente aquilo que lhes dá prazer, agem ao impulso dos instintos.
Observa-se, assim, que quanto mais estivermos aptos a produzir seres vencedores, tanto mais probabilidades teremos de conquistar a imortalidade.
Dias virão, porém, em que a inteligência superará o instinto e a engenharia genética substituirá e/ou aperfeiçoará o sexo, na reprodução de seres humanos.
Nossa evolução estará em nossas mãos e a criação de uma raça humana cada vez mais forte, saudável e inteligente continuará a ser o objetivo, então sob a nossa responsabilidade direta.
O conhecimento de que, para sermos imortais, necessitamos participar ativamente no processo evolutivo fará com que a disputa pela reprodução, através das gerações, seja cada vez mais acirrada.
Todavia, não é possível prever o rumo dos acontecimentos, pois, hoje, o número de incógnitas envolvendo a questão, está muito além da nossa capacidade de equacioná-las.
De qualquer forma, durante muito tempo ainda, o interesse em semear os próprios genes tornar-se-á mais intenso e, cada vez mais, os mais aptos alcançarão o objetivo, porque este é o propósito da Natureza.
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sábado, 5 de julho de 2014
2 - INSTINTO E INTELIGÊNCIA
5 - GENOMA - ALÉM DA VIDA
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| Uma torção da molécula de ADN - COSMOS, Carl Sagan, Pág. 37, h |
6 - ARMAZENANDO MEMÓRIAS
Depois do despertar da inteligência há alguns milhões de anos, nós, os humanos, passamos a nos diferenciar dos demais seres vivos por esta importante característica.
Assim, a inteligência, como todos os demais caracteres do nosso corpo, passou a fazer parte dos arquivos celulares, dos nossos genes, do nosso código genético, significando que a inteligência pode ser transmitida aos nossos filhos, dependendo de como são trocadas e aproveitadas as informações contidas no óvulo e espermatozóide, nossas células específicas de reprodução.
Aqui, vamos abrir um parênteses para rememorar as nossas afirmações iniciais relativas à premonição de alguns dos nossos ancestrais, com seu conhecimento intuitivo de que a imortalidade é uma conseqüência lógica da criação da vida e da sua evolução.
Desde os primórdios da inteligência, desde o primeiro momento em que os humanos tomaram conhecimento de si mesmos, começaram os seus anseios de imortalidade.
Como já foi dito, a Natureza é fria, insensível, impessoal, mas não é desonesta. Todas as nossas aspirações, nossos desejos, despertados pelos nossos sentidos e emoções, são impulsos que nos conduzem aos objetivos por ela determinados.
Nossos anseios de imortalidade, portanto, serão satisfeitos caso consigamos percorrer os caminhos que nos levarão até ela, da mesma forma como conseguimos e conseguiremos satisfazer todas as nossas demais aspirações, se lutarmos para tanto. Estamos falando em forças naturais. A imortalidade é uma conseqüência da evolução, resultado das forças organizadoras da matéria, continuação infinita da consciência da vida.
Até hoje, procurávamos explicar por meio do sobrenatural — por absoluto desconhecimento da realidade - a existência de uma alma imortal. Que a imortalidade resulta dos recursos naturais e é conseqüência da evolução da vida e “dos esforços da Natureza para tornar-se inteligente e pensar”, não é difícil de entender. Como veremos a seguir, tudo é muito simples. A verdade, o óbvio e a simplicidade, geralmente andam de mãos dadas.
Com o crescimento da inteligência e o conseqüente aguçar das emoções, desenvolvemos em nosso cérebro a capacidade de arquivar os acontecimentos e conhecimentos para posterior utilização; desenvolvemos a memória. A memória é a característica básica da nossa personalidade, nossa individualidade; é a essência de cada um de nós. Sem memória não possuímos identidade. Nela estão registrados todos os aspectos relevantes da vida de cada um, desde o nascimento. Para que haja continuidade, perpetuação, é imprescindível a preservação da memória.
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7 - OS NÚMEROS
A capacidade dos nossos genes de armazenar informações, como já está cientificamente comprovado, é maior do que a soma do número de prótons, elétrons e nêutrons do Universo.; é um número assombroso, algo em torno de 10100, ou seja, o número 1 seguido de 100 zeros! Para comparação, basta lembrar que a medida usada para as informações armazenadas nos computadores mais avançados, hoje, é o Terabit, 1 trilhão de bits, “apenas” 1012, aproximadamente as contidas em uma biblioteca de 200.000 livros!
Esta qualidade dos nossos genes é do conhecimento de todos os cientistas que lidam com a matéria. Assim sendo, neles há capacidade para gravar, além da nossa, as memórias de todos os ancestrais, para posterior agregação às de nossos pósteros, numa continuação ininterrupta de todos e cada um nos seus descendentes. A essa memória global, denominaremos Memória Anímica.
Nas profundezas do microscópico núcleo celular, portanto - invisíveis a olho nu – encontram-se os componentes do intrincado mecanismo da vida. O mais complexo deles, o ADN ou DNA, é formado por filamentos finíssimos, invisíveis mesmo ao microscópio eletrônico; sua forma, identificada por meios químicos e Raios X, assemelha-se à de uma escada em espiral, formada por uma quantidade incrível de genes, responsáveis pelo armazenamento e utilização das informações necessárias à formação e funcionamento dos organismos vivos, sejam animais ou vegetais.
“Uma única molécula de ADN possui cerca de 100 bilhões de átomos, um número equivalente às estrelas de uma galáxia típica”. O núcleo celular humano, com seus 23 pares de cromossomos, está repleto dessas moléculas.
Em nossa biblioteca de vida são necessários tantos sinais (bits) quantos caberiam em mil volumes de 500 páginas, aproximadamente 5.000.000.000 de bits, 5x109. Portanto, a capacidade ociosa dos nossos genes, grosso modo, é a diferença entre 1010 e 10100, muito, mas muito mais do que o necessário para armazenar as memórias das 100 ou 200 mil gerações que nos precederam e para produzir e resguardar às de nossos pósteros, sejam quantas forem.
Então, num futuro ainda imprevisível, num determinado estágio evolutivo da humanidade, em corpos muito mais perfeitos do que os nossos atuais, em corpos imortais - talvez só energia - a Memória Anímica será ativada, num glorioso despertar da nossa consciência para a imortalidade.
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8 - COMO ESTÁ ACONTECENDO
O cérebro é o provedor dos arquivos celulares no que se refere à memória de cada indivíduo. Processa nossas atividades e o conjunto das emoções que as acompanha, seleciona e arquiva. O nosso cérebro é um computador com infinitos bits.
Após processamento, nossa memória passa imediatamente a fazer parte das informações contidas em nossos genes, nas combinações dos nucleotídeos dos ácidos nucléicos, contidos nos cordões dos cromossomos celulares, cuja capacidade de acumular informações, é praticamente infinita.
Em cada célula do organismo de cada um de nós, estão registradas, no mínimo, as seguintes informações:
Somos a mais perfeita máquina computadorizada, resultado de sucessivas transformações e aperfeiçoamentos produzidos pela Natureza nos quatro bilhões de anos de evolução da vida na Terra.
Da vida, cada um de nós levará, portanto, as próprias realizações, gravadas nos cromossomos celulares, mais precisamente, nos genes e transmitidas aos descendentes da mesma forma como são transmitidas as características físicas e mentais.
A memória é a parte mais importante da carga hereditária. É o elo que une as gerações. É o milagroso elo da imortalidade, a ser conquistada através da inteligência, o fruto da vida.
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9 - RESSURREIÇÃO
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A vida e a inteligência aperfeiçoar-se-ão contínua a infinitamente, até atingir um nível no qual o conjunto - o que hoje seria nosso corpo - será perene; uma forma de matéria evoluída além da imaginação: viva, inteligente, imortal, mas em contínua transformação e desenvolvimento.
Naquele momento, nossos pósteros serão capazes de fazer vir à tona de suas mentes - ou talvez seja algo espontâneo - a sua Memória Anímica, reativando naquele corpo imortal, as memórias, as individualidades, as identidades de todos os ancestrais, resultando num grande crescimento para todos os participantes, para o que lá está e para os ressurgidos.
Nós e todos os nossos ancestrais seremos multiplicados pelo número de descendentes vitoriosos, acontecidos até aquele momento. Quanto mais filhos e descendentes vencedores, tanto mais participaremos daquele maravilhoso mundo novo, quase perfeito.
A condição básica para chegarmos lá, é reproduzir-nos ao máximo, dando aos nossos descendentes as condições de se tornarem aptos a cumprirem o seu papel e chegarem ao destino. A reprodução que se prolongar através de toda a vida, até a idade avançada, será certamente a mais eficiente, pois ali terá sido maior o número de realizações e será uma forma natural de premiar os mais saudáveis e inteligentes.
Segundo os especialistas, nossa memória seleciona os acontecimentos de nossas vidas tendo como base o grau de importância e a satisfação por eles proporcionados. Os acontecimentos negativos e que nos fazem sofrer, procuramos esquecer e logo são apagados da nossa memória. Permanecem os positivos, nossas alegrias, nossas realizações... Quanto mais utilizarmos nosso potencial no sentido de contribuir para os objetivos da Natureza e da evolução do Universo, maior será o conteúdo da nossa Memória Anímica, maior participação na “ressurreição” e maior o nosso grau de satisfação e felicidade.
Quem, por falta de desenvolvimento mental ou inércia, contenta-se com pouco agora, terá um retorno proporcional se algum, ou alguns, dos seus pósteros chegar até lá.
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10 - CÉLULAS - DO CORPO DA RAÇA
Não importam os tipos de mundos ou a forma dos seres que se tornaram e se tornarão inteligentes. O que importa é que sua inteligência e criatividade participam na evolução de Universo. Em relação à humanidade e ao Universo, somos apenas unidades do conjunto Raça Humana:
Sem conhecer o mecanismo, mas com sua intuição filosófica, Spinoza referia-se a “algo” ligando as células do corpo da raça, algo que ele chamava de “um todo eterno de pensamento” e nós o estamos chamando de Memória Anímica.
Assim como as células são as unidades do nosso corpo, somos as células da humanidade na sua caminhada turbulenta, rumo ao seu, ao nosso grandioso destino.
O que Spinoza apenas vislumbrou, pois, na época, não possuía elementos para ir além, é que o conjunto da raça humana pode formar um todo real e material evoluindo para a imortalidade, graças à cadeia formada pela Memória Anímica, com suas infinitas informações colhidas pela vida afora, arquivadas e perpetuadas nos genes de todos nós.
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11 - A META SERÁ A DIVINDADE?
O conjunto formado pela humanidade tem por meta, provavelmente, - pois isso é o que nos ensinam as transformações infinitas - integrar um todo maior, infinitamente maior, o Todo Universal. Segundo podemos concluir, somos parcelas em evolução para a integração de um Ser Maior.
A inteligência e o seu produto - a Memória Anímica - gravada nos genes de todo ser vivo e inteligente, tem grande probabilidade de ser a mesma em todo o Universo. A União dessas memórias resulta no contínuo aperfeiçoamento da divindade e é a sua própria realização.
É provável que seja essa a maneira de colher as inteligências de todo o Universo e uni-las entre si, num eterno evoluir.
A criatividade da Natureza em contínuo e eterno crescimento, é o que podemos chamar Deus - a Grande Incógnita - a maior inteligência, a maior perfeição, mas o contínuo e eterno agregar de novas inteligências para o seu aperfeiçoamento infinito.
Assim, como somos células da humanidade, a inteligência é o componente básico, a célula da divindade. O objetivo da vida é, portanto, a criação da inteligência e o seu aperfeiçoamento e perpetuação infinitos, o que só poderá resultar em algo inconcebivelmente grandioso, em contínua transformação. Todas as forças que produzem a vida e a semeiam nos quatro cantos do Universo, seriam inúteis se não fosse assim. A eternidade da vida depende dela mesma.
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12 - CRESCIMENTO INFINITO
No Universo nada é finito, muito menos a vida. Nada é estático; tudo evolui, tudo é dinâmico. A perfeição não existe, seria a estagnação, seria admitir a possibilidade de um fim para a evolução.
Natureza, vida, inteligência, Deus, tudo é manifestação de uma mesma força em constante transformação e crescimento.
A crista da onda da Inteligência Universal, evolui numa velocidade muito além da nossa imaginação porque o crescimento atual da nossa inteligência é insignificante.
Transcorreram bilhões de anos das primeiras manifestações de vida na Terra para, através dos recursos naturais, extremamente lentos, chegarmos ao nosso atual estágio. Fazem apenas alguns milhares de anos que adquirimos consciência de nós mesmos. Como já foi dito, estamos em uma fase em que a força do instinto ainda é maior do que a da inteligência.
Esta situação, todavia, mudará rapidamente. Chegamos ao limiar de uma nova fase, onde a velocidade da nossa evolução se multiplicará de forma inimaginável, graças a ciências como a engenharia genética, a informática e tantas outras da área das ciências biotecnológicas que serão aperfeiçoadas com assombrosa velocidade.
De fase em fase e cada vez mais rapidamente, evoluiremos pela eternidade, cada um e todos, senhores do Universo, componentes do “Todo Infinito”, por sua vez parte de outra grandeza, composta da mesma forma e, assim sucessivamente, pois no topo estará a “Grande Inteligência” em constante crescimento para, num determinado momento, agregar-se a outra do mesmo nível para a formação de um Ser ainda maior, “in aeternum”.
Há 2350 anos, Aristóteles, filósofo grego, em suas obras, mostra a “Natureza toda como um imenso esforço da matéria para elevar-se até à inteligência e ao pensamento... e Deus como a causa final da Natureza”. Deus, segundo ele, seria o resultado do eterno esforço da matéria para perpetuar-se através da Inteligência.
Aqui, vale reiterar: assim como somos células da humanidade, unidas pelo elo da Memória Anímica, a inteligência, perpetuada pelo mesmo mecanismo, é a célula da divindade.
Como as transformações percorrem uma senda sem fim, é provável que as Memórias Anímicas formadas pelos troncos das diversas, inumeráveis gerações do Planeta, unam-se para a formação de uma inteligência maior, esta, por sua vez, junta-se a outras da Galáxia. As mentes galáticas formarão outra ainda maior, num progredir ininterrupto.
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13 - REENCARNAÇÃO E MEMÓRIA ANÍMICA
Indícios bastante evidentes de que levamos em nossas células as memórias dos nosso ancestrais, ou melhor dizendo, a personalidade, a individualidade consciente de todos os que participaram na formação do nosso corpo e da nossa Memória Anímica, são os casos atribuídos ao que muitos chamam de reencarnação.
Em algumas pessoas, por razões ainda desconhecidas, o mecanismo encarregado de - num futuro talvez não tão distante - fazer despertar no cérebro o conteúdo celular genético relativo às memórias dos ancestrais - Memória Anímica - é ativado e passa a fazer parte dos seus conscientes. Quando alguém diz ser a “reencarnação” de uma pessoa falecida, está apenas afirmando que é descendente daquela pessoa, que em suas células, através do código genético, está arquivada a Memória Anímica, a “alma” daquele seu ancestral.
São inúmeros os relatos de casos de “almas” de pessoas, geralmente de destaque no passado, que vem à tona nas mentes de um seu descendentes, existindo, inclusive, vasto folclore a respeito.
Ao que parece, é mais comum o despertar de memórias de pessoas de destaque no passado porque, pelo seu elevado Q.I., acumularam um maior número de realizações, o que as levaria a serem mais fortes e dominadoras, com mais facilidade para despertar na mente, ou mentes, das quais fazem parte, ou, talvez, deva-se creditar o fato a algum distúrbio ou mutação do mecanismo responsável pela ativação da Memória Anímica.
O que importa mesmo, é que estes fatos ocorreram e continuam ocorrendo aos milhares. Explicados pelo caminho de sobrenatural, na falta de algo mais criativo, esses fenômenos passaram a ser chamados de reencarnação ou metempsicose - transmigração da alma de um corpo para outro - não sem fundamentos, se explicados pela via natural, com base no fenômeno a que denominamos Memória Anímica.
Observamos, também, que muitos casos ditos de reencarnação não se enquadram no que chamamos Memória Anímica. Tais casos, todavia, submetidos a um estudo mais acurado, certamente serão identificados como fraudulentos.
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14 - OS FENÔMENOS DA REGRESSÃO
A continuidade da vida, isto é, a transferência da memória de cada um e de todos para os descendentes, a prova mais contundente da existência da Memória Anímica, está bem evidente no fenômeno chamado de regressão pelos psicólogos.
Os recursos dos fenômenos da regressão são cada vez mais utilizados por profissionais dos ramos da psicologia e até por alguns charlatães para conhecer vidas passadas. No curso do processo, o indivíduo regride ao útero materno e, mais além, à vidas anteriores à fecundação. Espíritos? Óbvio que não. Trata-se de um processo natural e bem encaixado no conceito de Memória Anímica. Lá, encontramos “as almas de quem já fomos”; na verdade, a íntegra das memórias de todos os nossos ancestrais.
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15 - RISCO
Hoje, vivemos uma época em que a tecnologia, aliada ao nosso instinto bélico e destrutivo, desenvolveu assustadoramente a capacidade de matar. Somos capazes de destruir-nos em poucas horas, sem que reste nenhum vestígio de seres humanos vivos.
Se e quando conseguirmos ultrapassar esta fase, quando a inteligência sobrepujar o instinto, teremos começado a conquistar a eternidade. Se, por descontrole das forças que nos impelem à evolução, nós nos autodestruirmos, outras inteligências vicejarão, pois, para o tempo infinito, ele mesmo não importa. Se não aqui, em qualquer outro lugar, pois para o espaço sem limites, o local não é importante.
A Natureza não arrisca. Para garantir a realização de suas metas, todas as criações no espaço infinito se repetem um número infinito de vezes. Pelo mesmo motivo que as ovas de peixes tem milhões de ovos e a cada ejaculação são lançados milhões de espermatozóides, espoucam Universos (Big-Bangs) pelo espaço afora a cada átimo, num recomeço sem fim; o processo se repete, novas inteligências são criadas, acumuladas e agregadas às demais, de outros Universos.
Isso vem acontecendo desde todo o sempre; nosso Universo seria apenas um acontecimento a mais - o equivalente a menos do que um ovinho da ova do peixe - uma unidade do conjunto imensurável, com uma importância relativa infinitamente pequena.
A dimensão da Inteligência criada por esse mecanismo e que a mantém em crescimento contínuo, está muito além do alcance da nossa atual compreensão.
Um dos objetivo dessa Inteligência, certamente, é a concretização do nosso evoluir. Essa concretização depende de muitos fatores. Nem todos chegarão lá, mas aqueles que chegarem, certamente, farão parte Dela, do Seu contínuo crescimento e do prazer do conhecimento máximo.
A PRIORIDADE DA CIÊNCIA
Na medida em que formos nos habituando à idéia de que realmente somos parcelas de Deus, nossas incursões pelos segredos da vida e a utilização desses segredos em benefício da espécie, serão atividades prioritárias nos laboratórios dos países avançados de todo mundo.
Os tabus criados e alimentados pelos criadores de mitos, responsáveis pela lentidão do nosso evoluir nos últimos milênios, serão varridos da face do Planeta pelos vendavais das transformações.
A decifração do código genético, além de levar-nos à cura de todas as doenças, eliminará os processos degenerativos responsáveis pelo envelhecimento e a criação de um corpo imortal já não será apenas um devaneio de ficção científica.
O corpo imortal é uma busca milenar. As diversas mitologias dos povos, através dos tempos; a transformação de heróis humanos em divindades geralmente como premiação pelos seus grandes feitos, são uma conseqüência dos nossos anseios de imortalidade.
É interessante observar-se a relação entre vencedores e imortais nas diversas mitologias em todo o mundo. Trata-se de algo evidente. Não é difícil, para um indivíduo de mediana inteligência, prever a imortalidade, caso ela exista, para os vencedores.
No presente momento, os vencedores somos nós graças aos feitos dos nossos heróicos ancestrais. Voltando no tempo, num retrospecto de milhões de anos, quando os nossos remotos ancestrais quadrúpedes eram presa dos dinossauros, podemos fazer desfilar diante dos nossos olhos as suas peripécias. Aperfeiçoados pela evolução, cada vez mais lutaram bravamente pela sobrevivência de cada um e da espécie e venceram.
Em meio às catástrofes naturais e à perseguição de toda a sorte de predadores, os proto-humanos evoluíram da esperteza instintiva para a inteligência. Uma das mais importantes batalhas estava vencida; muitas outras viriam.
Outros milhões de anos se passaram e, com o crescimento da inteligência, passamos a ser os nossos maiores predadores. A competição cresceu; a luta tornou-se mais acirrada; quando nômades, competíamos apenas pelo domínio hierárquico dentro do grupo e, obviamente, os mais fortes reservavam-se todos os privilégios.
Quando deixamos de ser nômades e nos tornamos seres territoriais, os nossos territórios tornaram-se também motivo de disputa. Posteriormente, quando o sistema social evoluiu para a formação de famílias, estas tornaram-se mais um motivo de agressão.
Prevalecia, prevaleceu e prevalece a lei do “quem pode mais chora menos”. Nossos ascendentes, portanto, por terem sorte ou por serem fortes, quando defenderam a própria vida foram sempre vencedores, de outra forma não estaríamos aqui.
Hoje continuamos a nos agredir mutuamente pelos mesmos motivos. A grande diferença está em que a potência das armas por nós produzidas fugiu ao controle e agora somos reféns das nossas monstruosas criações.
Assim, antes da prioridade científica de criar o corpo imortal, a preocupação maior deverá ser a de evitar o extermínio dos mortais.
A perpetuação da espécie humana é uma questão de vida e tempo. A continuação depende da capacidade da nossa inteligência atual para evitar autodestruição - o que é um grande risco - e da nossa inteligência futura para criar o corpo imortal. Para que esse imenso passo ocorra – e poderá acontecer já neste século – é preciso que os povos da Terra comecem a pensar como o astrônomo Christian Huygens (Holanda, 1629 – 1695):
--“O mundo é o meu país e a ciência minha religião”
Resta acrescentar que, a forma como a Inteligência se encaixa no tempo e no espaço — se é que se encaixa — somente o saberemos se e quando chegarmos lá.
Tudo o que acabamos de expor dá margem a uma infinidade de desdobramentos, alguns apresentados a seguir.
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16 - COMUNICAÇÃO COM OS “MORTOS”
Há mais de cinqüenta mil séculos, nos alvores da aurora da humanidade, quando a vida começou a produzir inteligência e nossos remotos ancestrais tomaram consciência de si mesmos, teve início, de forma incipiente ainda, a grande busca pelas razões da nossa existência.
O identificar-se com a vida e com o prazer de viver e a contínua e inevitável presença da “morte”, fizeram surgir os primeiros anseios pela conquista de uma possível imortalidade.
Toda a fenomenologia natural, criada pelos ainda hoje desconhecidos recursos da matéria, foi sendo explicada pelos caminhos do sobrenatural. Espírito, deuses, demônios e as mais estapafúrdias figuras mitológicas, criadas por profetas, teólogos de todos os calibres, povoaram e povoam a vida dos humanos carentes de respostas.
O êxito de muitos desses espertos foi ainda maior porque conseguiam e conseguem comunicar-se com os “mortos”. Hoje, sabe-se que essa possibilidade existe; a maioria dos casos, certamente, é apenas fraude. Isso ocorre porque o meio de acesso aos nossos antepassados ainda não foi bem esclarecido pela ciência.
Num futuro não muito distante, a comunicação com os “mortos” tornar-se-á rotineira. Apenas os verdadeiros sensitivos, pessoas com sensibilidade acima do normal, capazes de sintonizarem-se com a energia emanada das nossas células, têm condições de acessar às informações armazenadas em nosso código genético – em nossa Memória Anímica - e trazer à luz a individualidade, a personalidade de qualquer dos nossos ancestrais, ali codificadas integralmente. A decodificação do genoma pelos cientistas, certamente nos trará muitas novidades.
Na verdade, não falamos com “mortos. Toda a nossa árvore genealógica vive em nós e a comunicação com os nossos heróis ascendentes, que através de milhões de anos garantiram a nossa existência, nada tem de sobrenatural. Ocorre apenas que os próprios sensitivos desconhecem a origem dos seus dons incomuns e os atribuem a deuses, demônios, anjos e santos.
Certamente, quando conseguirmos livrar-nos dessas crendices milenares e soubermos mais da natureza e dos recursos da matéria, a vida será ainda mais bela e gratificante, e estaremos mais próximos da perpetuação.
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17 - SOMOS MÁQUINAS DO TEMPO
A ilimitada capacidade de armazenar informações, conferida aos nossos genes pela Natureza, transforma-nos em máquinas do tempo. Temos dentro da nossas células informações relativas a tudo o que de mais importante ocorreu no Planeta Terra, desde o surgimento da inteligência
O passado, que há séculos vem sendo desenterrado pelos nossos paleontólogos, dá-nos apenas um vislumbre da história da humanidade e de sua evolução. Como todos sabemos, muito pouco do que foi escrito pelos historiadores é digno de crédito. A história é escrita pelos vencedores e distorcida em favor dos seus interesses.
Somente teremos conhecimento da verdadeira história da humanidade quando nossa tecnologia avançar o suficiente para conseguirmos acessar de maneira integral o código genético, principalmente no referente á Memória Anímica, arquivo da personalidade de cada um de nós e de todos os acontecimentos importantes de nossas vidas e dos nossos ancestrais.
Um ser humano, com uma árvore genealógica formada por grande variedade de raças, será portador de informações mais amplas. De qualquer forma, juntando-se indivíduos representantes das diversas raças, certamente serão encontradas em seus códigos genéticos todas as peripécias vividas pelos humanos, desde as primeiras manifestações da inteligência.
Uma vez acessadas, as informações armazenadas na Memória Anímica poderão ser transformadas em realidade virtual e nós - porque naquele momento também estaremos presentes - poderemos vivenciar a real história da humanidade.
Isso pode parecer ficção, mas muitas das coisas hoje corriqueiras, sequer eram imaginadas há cem anos. Esperem, façam por perpetuarem-se e verão.
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