A continuidade da vida, isto é, a transferência da memória de cada um e de todos para os descendentes, a prova mais contundente da existência da Memória Anímica, está bem evidente no fenômeno chamado de regressão pelos psicólogos.
Os recursos dos fenômenos da regressão são cada vez mais utilizados por profissionais dos ramos da psicologia e até por alguns charlatães para conhecer vidas passadas. No curso do processo, o indivíduo regride ao útero materno e, mais além, à vidas anteriores à fecundação. Espíritos? Óbvio que não. Trata-se de um processo natural e bem encaixado no conceito de Memória Anímica. Lá, encontramos “as almas de quem já fomos”; na verdade, a íntegra das memórias de todos os nossos ancestrais.
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sábado, 5 de julho de 2014
14 - OS FENÔMENOS DA REGRESSÃO
15 - RISCO
Hoje, vivemos uma época em que a tecnologia, aliada ao nosso instinto bélico e destrutivo, desenvolveu assustadoramente a capacidade de matar. Somos capazes de destruir-nos em poucas horas, sem que reste nenhum vestígio de seres humanos vivos.
Se e quando conseguirmos ultrapassar esta fase, quando a inteligência sobrepujar o instinto, teremos começado a conquistar a eternidade. Se, por descontrole das forças que nos impelem à evolução, nós nos autodestruirmos, outras inteligências vicejarão, pois, para o tempo infinito, ele mesmo não importa. Se não aqui, em qualquer outro lugar, pois para o espaço sem limites, o local não é importante.
A Natureza não arrisca. Para garantir a realização de suas metas, todas as criações no espaço infinito se repetem um número infinito de vezes. Pelo mesmo motivo que as ovas de peixes tem milhões de ovos e a cada ejaculação são lançados milhões de espermatozóides, espoucam Universos (Big-Bangs) pelo espaço afora a cada átimo, num recomeço sem fim; o processo se repete, novas inteligências são criadas, acumuladas e agregadas às demais, de outros Universos.
Isso vem acontecendo desde todo o sempre; nosso Universo seria apenas um acontecimento a mais - o equivalente a menos do que um ovinho da ova do peixe - uma unidade do conjunto imensurável, com uma importância relativa infinitamente pequena.
A dimensão da Inteligência criada por esse mecanismo e que a mantém em crescimento contínuo, está muito além do alcance da nossa atual compreensão.
Um dos objetivo dessa Inteligência, certamente, é a concretização do nosso evoluir. Essa concretização depende de muitos fatores. Nem todos chegarão lá, mas aqueles que chegarem, certamente, farão parte Dela, do Seu contínuo crescimento e do prazer do conhecimento máximo.
A PRIORIDADE DA CIÊNCIA
Na medida em que formos nos habituando à idéia de que realmente somos parcelas de Deus, nossas incursões pelos segredos da vida e a utilização desses segredos em benefício da espécie, serão atividades prioritárias nos laboratórios dos países avançados de todo mundo.
Os tabus criados e alimentados pelos criadores de mitos, responsáveis pela lentidão do nosso evoluir nos últimos milênios, serão varridos da face do Planeta pelos vendavais das transformações.
A decifração do código genético, além de levar-nos à cura de todas as doenças, eliminará os processos degenerativos responsáveis pelo envelhecimento e a criação de um corpo imortal já não será apenas um devaneio de ficção científica.
O corpo imortal é uma busca milenar. As diversas mitologias dos povos, através dos tempos; a transformação de heróis humanos em divindades geralmente como premiação pelos seus grandes feitos, são uma conseqüência dos nossos anseios de imortalidade.
É interessante observar-se a relação entre vencedores e imortais nas diversas mitologias em todo o mundo. Trata-se de algo evidente. Não é difícil, para um indivíduo de mediana inteligência, prever a imortalidade, caso ela exista, para os vencedores.
No presente momento, os vencedores somos nós graças aos feitos dos nossos heróicos ancestrais. Voltando no tempo, num retrospecto de milhões de anos, quando os nossos remotos ancestrais quadrúpedes eram presa dos dinossauros, podemos fazer desfilar diante dos nossos olhos as suas peripécias. Aperfeiçoados pela evolução, cada vez mais lutaram bravamente pela sobrevivência de cada um e da espécie e venceram.
Em meio às catástrofes naturais e à perseguição de toda a sorte de predadores, os proto-humanos evoluíram da esperteza instintiva para a inteligência. Uma das mais importantes batalhas estava vencida; muitas outras viriam.
Outros milhões de anos se passaram e, com o crescimento da inteligência, passamos a ser os nossos maiores predadores. A competição cresceu; a luta tornou-se mais acirrada; quando nômades, competíamos apenas pelo domínio hierárquico dentro do grupo e, obviamente, os mais fortes reservavam-se todos os privilégios.
Quando deixamos de ser nômades e nos tornamos seres territoriais, os nossos territórios tornaram-se também motivo de disputa. Posteriormente, quando o sistema social evoluiu para a formação de famílias, estas tornaram-se mais um motivo de agressão.
Prevalecia, prevaleceu e prevalece a lei do “quem pode mais chora menos”. Nossos ascendentes, portanto, por terem sorte ou por serem fortes, quando defenderam a própria vida foram sempre vencedores, de outra forma não estaríamos aqui.
Hoje continuamos a nos agredir mutuamente pelos mesmos motivos. A grande diferença está em que a potência das armas por nós produzidas fugiu ao controle e agora somos reféns das nossas monstruosas criações.
Assim, antes da prioridade científica de criar o corpo imortal, a preocupação maior deverá ser a de evitar o extermínio dos mortais.
A perpetuação da espécie humana é uma questão de vida e tempo. A continuação depende da capacidade da nossa inteligência atual para evitar autodestruição - o que é um grande risco - e da nossa inteligência futura para criar o corpo imortal. Para que esse imenso passo ocorra – e poderá acontecer já neste século – é preciso que os povos da Terra comecem a pensar como o astrônomo Christian Huygens (Holanda, 1629 – 1695):
--“O mundo é o meu país e a ciência minha religião”
Resta acrescentar que, a forma como a Inteligência se encaixa no tempo e no espaço — se é que se encaixa — somente o saberemos se e quando chegarmos lá.
Tudo o que acabamos de expor dá margem a uma infinidade de desdobramentos, alguns apresentados a seguir.
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16 - COMUNICAÇÃO COM OS “MORTOS”
Há mais de cinqüenta mil séculos, nos alvores da aurora da humanidade, quando a vida começou a produzir inteligência e nossos remotos ancestrais tomaram consciência de si mesmos, teve início, de forma incipiente ainda, a grande busca pelas razões da nossa existência.
O identificar-se com a vida e com o prazer de viver e a contínua e inevitável presença da “morte”, fizeram surgir os primeiros anseios pela conquista de uma possível imortalidade.
Toda a fenomenologia natural, criada pelos ainda hoje desconhecidos recursos da matéria, foi sendo explicada pelos caminhos do sobrenatural. Espírito, deuses, demônios e as mais estapafúrdias figuras mitológicas, criadas por profetas, teólogos de todos os calibres, povoaram e povoam a vida dos humanos carentes de respostas.
O êxito de muitos desses espertos foi ainda maior porque conseguiam e conseguem comunicar-se com os “mortos”. Hoje, sabe-se que essa possibilidade existe; a maioria dos casos, certamente, é apenas fraude. Isso ocorre porque o meio de acesso aos nossos antepassados ainda não foi bem esclarecido pela ciência.
Num futuro não muito distante, a comunicação com os “mortos” tornar-se-á rotineira. Apenas os verdadeiros sensitivos, pessoas com sensibilidade acima do normal, capazes de sintonizarem-se com a energia emanada das nossas células, têm condições de acessar às informações armazenadas em nosso código genético – em nossa Memória Anímica - e trazer à luz a individualidade, a personalidade de qualquer dos nossos ancestrais, ali codificadas integralmente. A decodificação do genoma pelos cientistas, certamente nos trará muitas novidades.
Na verdade, não falamos com “mortos. Toda a nossa árvore genealógica vive em nós e a comunicação com os nossos heróis ascendentes, que através de milhões de anos garantiram a nossa existência, nada tem de sobrenatural. Ocorre apenas que os próprios sensitivos desconhecem a origem dos seus dons incomuns e os atribuem a deuses, demônios, anjos e santos.
Certamente, quando conseguirmos livrar-nos dessas crendices milenares e soubermos mais da natureza e dos recursos da matéria, a vida será ainda mais bela e gratificante, e estaremos mais próximos da perpetuação.
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17 - SOMOS MÁQUINAS DO TEMPO
A ilimitada capacidade de armazenar informações, conferida aos nossos genes pela Natureza, transforma-nos em máquinas do tempo. Temos dentro da nossas células informações relativas a tudo o que de mais importante ocorreu no Planeta Terra, desde o surgimento da inteligência
O passado, que há séculos vem sendo desenterrado pelos nossos paleontólogos, dá-nos apenas um vislumbre da história da humanidade e de sua evolução. Como todos sabemos, muito pouco do que foi escrito pelos historiadores é digno de crédito. A história é escrita pelos vencedores e distorcida em favor dos seus interesses.
Somente teremos conhecimento da verdadeira história da humanidade quando nossa tecnologia avançar o suficiente para conseguirmos acessar de maneira integral o código genético, principalmente no referente á Memória Anímica, arquivo da personalidade de cada um de nós e de todos os acontecimentos importantes de nossas vidas e dos nossos ancestrais.
Um ser humano, com uma árvore genealógica formada por grande variedade de raças, será portador de informações mais amplas. De qualquer forma, juntando-se indivíduos representantes das diversas raças, certamente serão encontradas em seus códigos genéticos todas as peripécias vividas pelos humanos, desde as primeiras manifestações da inteligência.
Uma vez acessadas, as informações armazenadas na Memória Anímica poderão ser transformadas em realidade virtual e nós - porque naquele momento também estaremos presentes - poderemos vivenciar a real história da humanidade.
Isso pode parecer ficção, mas muitas das coisas hoje corriqueiras, sequer eram imaginadas há cem anos. Esperem, façam por perpetuarem-se e verão.
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18 - A CLONAGEM E A IMORTALIDADE
O século XXI, conforme já está previsto, será de enormes avanços no campo científico e, em especial, na informática e na engenharia genética. Estas ciências, complementadas pelas demais da área, ampliarão imensamente a velocidade de evolução da espécie humana. A interferência delas no aperfeiçoamento da vida e da inteligência, repercutirá de forma inimaginável no desenvolvimento do corpo e da mente.
Desde o início da vida na Terra, transcorreram mais de quatro bilhões de anos. Durante aquele período, coube à Natureza o evolver da vida e da inteligência. O objetivo, porém, é, uma vez atingido o grau adequado, a inteligência passar a dominar o instinto e substituí-lo no processo evolutivo
A Engenharia Genética intervirá cada vez mais na reprodução humana, eliminando defeitos e doenças e proporcionando um aperfeiçoamento cerebral e genético cada vez maior, em menor tempo.
Ao que tudo indica, neste século a ciência conquistará para a raça humana um desenvolvimento equivalente ao alcançado pelos processos naturais em vários bilhões de anos.
A biotecnologia e, principalmente, a clonagem foi o maior avanço da ciência no final do milênio. O clone – irmão gêmeo do pai – como todos os progressos científicos, terá que lutar muito contra o reinado das “verdades sagradas” para tornar-se, cada vez mais, um imenso benefício para a humanidade.
É possível clonar a alma?
Ao que tudo indica, é impossível fazer um clone de um ser humano, sem, ao mesmo tempo, reproduzir sua alma. Como todas as células do nosso corpo possuem o código genético completo, em especial a Memória Anímica, sede da alma , na clonagem todo o material genético é fielmente reproduzido em todos os detalhes. O clone, portanto, é uma cópia exata do corpo e da alma do ser clonado.
Ao desenvolver-se, o novo indivíduo, certamente seguirá novos caminhos, produzirá nova memória, mas aquela que lhe deu origem , assim como as de todos os ancestrais, fará parte do seu código genético. O clone é muito mais do que um filho: é uma cópia, principalmente no referente à alma. Clonar, portanto, é dar novas oportunidades ao indivíduo, em termos de vida futura e de perpetuação.
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19 - OS MISTÉRIOS POR TRÁS DOS TRANSPLANTES
A clonagem vem provando já há alguns anos, a existência no interior das nossas células — não somente no óvulo e no espermatozóide — de um arquivo completo das nossas características físicas e mentais.
Na clonagem reproduz-se um ser — único em suas características — a partir de qualquer de suas células.
Nossa memória, nossa personalidade, arquivadas em nossa Memória Anímica, conjunto formado pela nossa memória e as de todos os nossos ancestrais, faz parte do código genético de cada um de nós e, na clonagem, muito mais do que na fecundação normal, porque todos os caracteres de um único indivíduo, reproduzidos fielmente, passam a compor o novo ser.
Assim sendo, quando ocorre um transplante ou uma transfusão de sangue, células vivas e completas do doador passam a viver no corpo do receptor e levam consigo, cada uma delas, independente de suas características orgânicas, um arquivo capaz de reproduzi-lo (ao doador) na íntegra, corpo e alma.
É de se perguntar: depois de algum tempo, em se clonando uma célula do órgão transplantado, a quem se reproduziria? Ao doador ou ao receptor? As células do doador influenciariam as do receptor e vice-versa? Os códigos genéticos contidos em cada uma das células de cada um dos indivíduos, somariam seus conteúdos? Haveria uma combinação dos códigos para melhor aproveitamento dos elementos mais fortes de cada um deles? Faria diferença o tipo de órgão transplantado?
Perguntas cabíveis, considerando-se a existência de estreita comunicação entre as células, pois, além de trabalharem em uníssono, em cada célula, de cada organismo, existe um único e completo código genético em contínuo agregar de novas informações, em contínuo crescimento, garantindo o equilíbrio orgânico.
Contribuindo também para estas indagações, na literatura médica foram publicados fatos curiosos corridos com receptores de órgãos:
Em meado dos anos 90, uma senhora residente nos EEUU, recebeu um rim de doador desconhecido. Pouco tempo depois do transplante passou a ter vontade de beber cerveja e a sonhar com uma pessoa chamada Jimmy. Intrigada, resolveu pesquisar a respeito do doador e descobriu tratar-se de um jovem, morto em acidente de moto, chamado Jimmy e bom bebedor de cerveja.
A engenharia genética e outras ciências do ramo, certamente responderão às perguntas formuladas acima, às quais acrescentamos:
http://imortalidadeadalciodossantos.blogspot.com.br/ |
BIBLIOGRAFIA
| Consultas e Citações Corpo Sem Idade, Mente Sem Fronteiras Deepak Chopra, M.D. - Rocco Gênesis e o Big Bang Gerald L. Schroeder, Ph.D. - Cultrix O Macaco Nu Desmonde Morris - Record Física Quântica Eisberg – Resnick - Campus Para Ler e Pensar Hermann Hesse - Record História da Filosofia Will Durant - Nacional Evolução das Espécies Samuel Murgel Branco - Polêmica A Cência Através dos Tempos Attico Chassot - Polêmica Cosmos Carl Sagan - Vila Rica Bíblia – Antigo Testamento Entre Outros |
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